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Notícia - A TIREÓIDE
A TIREÓIDE
A tireóide é uma glândula endócrina é localizada na região anterior do pescoço, que tem como principal função produzir os hormônios tireoidianos T3 e T4. Esses hormônios atuam regulando inúmeros processos metabólicos (como o metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas), regulam a produção de energia e a formação de calor, além de participarem do crescimento e desenvolvimento normais do organismo. A produção de T3 e T4 é regulada pelo TSH (hormônio estimulante da tireóide).
As doenças que afetam a tireóide podem ser congênitas (defeito na formação da tireóide do feto durante o período intra-útero) ou adquiridas (em qualquer fase da vida após o nascimento).
Aproximadamente 15% da população acima de 45 anos sofre de problemas na tireóide. Estas alterações ocorrem devido ao próprio envelhecimento da glândula e a outros processos como, por exemplo, a gravidez. Por isso, as doenças tireoidianas são cinco vezes mais freqüentes entre as mulheres, principalmente entre as que tiveram filhos. Mas vale ressaltar que os indivíduos de todas as faixas etárias e ambos os sexos podem vir a apresentar doenças na tireóide.
Os pacientes com doenças da tireóide geralmente procuram o médico devido as seguintes queixas:
1) crescimento da glândula (bócio), que pode ser difuso ou assimétrico (presença de 1 ou mais nódulos);
2) sinais e sintomas hipotireoidismo (deficiência de T3 e T4): sonolência, depressão, lentidão, frio, cansaço, anemia, pele seca, perda do brilho e queda dos cabelos, constipação, fraqueza muscular e aumento do fluxo menstrual (vale a pena ressaltar que pessoas com hipotireoidismo leve não costumam apresentar sintomas nítidos ou os mesmos podem aparecer muito lentamente);
3) sinais e sintomas de hipertireoidismo (excesso de T3 e T4): nervosismo, irritabilidade, transpiração excessiva, pele fina, cabelos finos, perda de peso apesar do aumento do apetite, tremores das mãos e aumento da frequência cardíaca.
A Associação Americana de Tireóide recomenda que a dosagem do hormônio TSH seja feita em adultos a partir dos 35 anos, mesmo sem sintomas, e depois a cada 5 anos. No caso dos nódulos, não se recomenda o uso indiscriminado da ultrassonografia da tireóide sem que seja percebida alguma alteração pelo médico. Mas se for percebida alguma irregularidade à palpação da tireóide no exame físico, a realização da ultrassonografia e o uso da punção aspirativa com agulha fina (PAAF) são importantes porque permitem o diagnóstico diferencial entre nódulos benignos e o câncer de tireóide.
Enviado por DRA. REBECA VOLPATO BEDONE em 10/11/2009
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