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Notícia - Não consigo engravidar! Quando procurar ajuda?
Não consigo engravidar! Quando procurar ajuda?
Não consigo engravidar!! Quando procurar ajuda?
A infertilidade é um problema conjugal, que afeta um em cada dez casais e, naturalmente, traz consigo uma série de conseqüências psicológicas (angústia ansiedade, depressão, raiva, etc.)
Inúmeras mulheres acreditam que, a partir do momento em que decidiram ter filhos, isso ocorrerá. Algumas vezes isso – de fato – acontece, mas geralmente a gravidez não é tão imediata. Tanto que somente se aconselha buscar orientação médica a partir de 12 meses de tentativas sem o uso de contraceptivos.
Percebemos a ansiedade aumentando a cada mês. Uma montanha russa de emoções, sensações (reais ou imaginárias) se somam ao desejo e, quando ocorre a mestruação, tudo desaba, para começar novamente o ciclo de esperança-desesperança.
Podemos identificar muitas causas para essa angústia.
- Estamos na era do “fast tudo”, tudo tem que ser na hora, rápido, eficiente, correndo...e nosso corpo tem regras
- Existem as cobranças sociais, familiares, do parceiro, etc. Normalmente a mulher, para lidar com essas cobranças, acaba se escondendo em argumentos como: estou trabalhando muito, estamos juntando dinheiro, ainda não pensamos nisso..., talvez no ano que vem, etc. Se essas “respostas” ajudam um pouquinho a afastar as cobranças, por outro lado não ajudam em nada no alívio da tristeza.
- Surgem inevitavelmente muitos pensamentos, como: “O que será que eu fiz de errado?”, “Porque estou sendo castigada?”, “Porque aquela mulher engravidou sem querer??? “.
Ao passear pela rua, vemos todas as mulheres que estão grávidas...Meu Deus, o mundo é fértil menos eu??? No shopping, todos os carrinhos de bebês passam na sua frente, as propagandas na TV, só bebês?... Isso traz mais angústia e, nesse momento, os parceiros dizem: “Calma, na hora certa o bebê virá! Não fique nervosa, senão você piora a situação e aí que fica mais difícil de engravidar!!!”. A mulher começa a chorar (de raiva, de tristeza, de impotência...), e quando alguém fala que é “o fator emocional atrapalhando”, dá vontade de pular no pescoço da linda pessoa (e mãe de 3 filhos) que falou essa gracinha!
Quando o médico diz : “Relaxe, tire uma férias que você conseguirá engravidar”, dá vontade de sair correndo...Aspectos emocionais? Eu estou provocando a infertilidade?
Quando a vizinha conta histórias de adoção, ficam ainda mais tristes. Será que ninguém entende que adotar uma criança não é um vale-brinde? Deve existir o desejo real e honesto da adoção e não uma válvula de escape como uma forma de esperar o filho biológico enquanto ele não vem! (Falaremos de adoção em um próximo texto).
Quando buscar ajuda?
...socorro, um profissional!
Como a busca é iniciada geralmente pela mulher, o profissional, a quem recorrem inicialmente, costuma ser o ginecologista.
Existe a necessidade de encontrar uma causa que nomeie essa angústia, essa dúvida, esse medo de não poder gerar. É preciso encontrar um diagnóstico, uma explicação... A busca de uma saída, de uma resolução.
... é psicológico???
É importante lembrar que, independentemente da causa, o aspecto emocional está envolvido, pois nosso corpo e nossas emoções não são separados. Nesses casos, não se propõe que o paciente faça análise ou um longo processo de psicoterapia, mas que possa conversar com um psicólogo especializado que, numa terapia breve, ajudará a mulher ou o casal a lidar melhor com esse momento, minimizando as fontes de stress.
...um especialista em Reprodução Humana????
Muitas vezes é o ginecologista que inicia a avaliação e, algumas vezes, ele também inicia o tratamento. Quando o ginecologista indica um especialista em Reprodução Humana Assistida, mais um estressor se apresenta. Mais dúvidas e novos temores... Será que ainda tem jeito? Como será feito? Será que é muito caro? O que vão dizer? O caso deve ser muito sério,etc. A mudança de médico não indica que o problema é mais grave, apenas que existe um profissional especializado e que, certamente, oferecerá mais alternativas de tratamento.
... a busca de informações!!!!!!!!!!
Uma das primeiras coisas que a mulher faz é tentar colher o maior número possível de informações sobre as Tecnologias de RHA e, quando chegam para a consulta com o especialista, muitos casais já estão munidos de todos os tipos de informações (internet, revistas leigas, programas de TV, etc.).
Nesse momento é comum que a ansiedade aumente, até que o diagnóstico seja feito, o que algumas vezes pode demorar um pouco.
É importante saber que:
- Você pode e deve procurar ajuda especializada.
- É comum ficar muito triste, deprimido ou irritado. Ninguém tem culpa!
- Existem grupos de apoio aos casais.
- Bibliografia Recomendada:
• Psicologia e Reprodução Humana Assistida: Uma abordagem Multidisciplinar, Ed. Santos, 2009.
Enviado por Dra. LILIANA SEGER em 09/11/2009
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